A essencialidade do advogado para a justiça
- Dr. Eudes Pereira

- 15 de jan.
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É correto afirmar que o advogado também distribui justiça, na medida em que, numa consulta contratada por um pretenso cliente, a orientação do causídico pode evitar, por exemplo, que aquela pessoa adentre numa aventura jurídica, ajuizando um processo temerário, que eventualmente possa lhe causar muitos dissabores.
O advogado, de igual maneira, deve agir com a necessária boa fé na condução das causas que lhe são confiadas. Fala-se, aliás, que o advogado é o primeiro juíz da causa, pois é ele quem faz a análise inicial de uma situação que eventualmente possa qualificar o cliente para a busca da tutela jurisdicional pretendida.
Ainda que exista situações, previstas em lei, em que a atuação do advogado é facultativa, como naquelas que tramitam perante os Juizados Especiais cujo valor da causa não ultrapasse quarenta salários mínimos, bem como no âmbito da Justiça do Trabalho, é evidente que a presença do causídico garante o equilíbrio das partes envolvidas na demanda, dando ao magistrado maior segurança para decidir a questão, vez que na maioria das discussões travadas pelos demandantes é preciso que haja a manifestação do julgador seja provocada, o que significa dizer que o magistrado não pode atuar ex oficio.



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